on "The Rise of the Network Society" by Manuel Castells
and "The Artist in the World of Science" by Marcel Breuer




Rirkirt Tiravanija, Untitled, 2002 (imagem esquerda) / Página do Youtube (imagem direita)
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A análise dos textos "The Rise of the Network Society" de Manuel Castells / "The Artist in the World of Science" de Marcel Breuer, gerou uma discussão em torno das problemáticas inerentes a condição pós-moderna, nomeadamente no papel dos movimentos sociais na transformação da paisagem urbana.
A revolução tecnológica, a crise económica do capitalismo e do estatismo e a manifestação de movimentos sociais e culturais nas décadas de 60 e 70 do século passado são razoes que ajudam a explicar a sociedade pós-moderna sustentada nas noções de individualidade e colectividade social, fragmentação, identidade, velocidade, globalização...
Partindo da relação estabelecida pelo sociólogo Manuel Castells entre o individual ("self") e o colectivo ("net") debateu-se sobre o modo como as sociedades de hoje se estruturam e se organizam com base em paradigmas aparentemente dicotómicos. Ao mesmo tempo que o "self" está associado a afirmação de uma identidade num cenário de mudança constante, a "net" representa as formas de organização que substituem o sistema hierarquias verticais em sistemas horizontais de rede. Se por um lado este sentido de horizontalidade procura democratizar a acção humana, por outro lado há o risco de este desencadear um movimento de homogeneização perigoso de indiferença e de deresponsabilizaçao social. Por outro lado, a uniformização do mundo e das culturas pode paradoxalmente conduzir a desigualdade social e acentuar as diferenças individuais e/ou colectivas no sentido em que a sociedade só compreende e aceita as realidades onde existe uma identificação e um reconhecimento confortáveis, em detrimento das realidades distintas cujo entendimento exige um esforço intelectual superior.
O aparecimento da Internet exemplifica este fenómeno na medida em que descontrói a concepção de protagonismo e de auto-regulação desencadeando um comportamento de displicência e de desresponsabilização face ao mundo. Existe, portanto, uma iliteracia humana no que diz respeito ao entendimento dos estímulos exteriores, alimentando assim a concepção de alienação e de desprendimento colectivo.
Esse novo posicionamento na sociedade alterou a concepção da prática e da fruição artística. O domínio da linguagem digital alterou todos os processos do fazer e do entender a arte. O criador passou a exigir e a procurar outros pensamentos e soluções para o seu trabalho, e o público sustenta-se agora em premissas distintas do passado. A discussão na aula girou em torno de questões de produção como o copyright, a utilização de linguagens virtuais, bem como o surgimento de novas problemáticas como a identidade, a ecologia, a informação ou a guerra. Por outro lado, debateu-se sobre o poder político e social da imagem, bem como dos novos processos de exposição e utilização da mesma, confinada a um ritmo mais acelerado.
A tecnologia tornou-se num instrumento indispensável para a implantação dos processos de reestruturação social, económica e politica.
Notes by Flávia