on "All That is Solid Melts into Air" by Marshall Berman
and "Privatizing the Public Realm" by Shirley Kressel
Images picked by Filipa
Sobre o espaço público:
As transformações sofridas pelos espaços públicos tanto a nível da sua morfologia, como da sua utilização são sintomáticas de mudanças das rotinas dos indivíduos. Por exemplo, a aceleração do ritmo de vida nos grandes centros urbanos e consequente falta de disponibilidade para usufruir dos espaços públicos abriu o caminho ao aluguer dos mesmos a entidades privadas. Assim, o espaço do público é cada vez mais invadido por elementos e infra-estruturas de carácter comercial/publicitário.
Para uns, esta ocupação, além de inevitável devido á incapacidade demonstrada pelas entidades estatais de gestão dos espaços, é ainda desejável, pois contribui para manter os espaços vivos e animados. Para outros, porém, a privatização do espaço público elimina a consciência cívica, desresponsabilizando as autarquias e alheando os indivíduos.
Qual a ideia de espaço público que surge da sua actual utilização? Quais as suas causas e consequências?
É importante, também, pensar o desfasamento entre a geometria do espaço e as necessidades dos seus habitantes, Será que o actual modelo de cidade serve os movimentos humanos que nela acontecem?
Sobre arte pública:
Ao concretizar uma intervenção artística num espaço público importa perceber quais as alterações que caracterizam a modernidade de hoje. Intervir num espaço público exige do artista consciência dessas alterações, das suas consequências e contradições que encerram. A densidade/efectividade da obra dependerá essencialmente do cuidado com que confronta estes aspectos.
Uma intervenção em público “descola” os indivíduos da sua rotina habitual. È uma forma de expressão artística poderosa que reclama para a arte valores que não os da unicidade e/ou originalidade, mas sim os da critica e reflexão, despertando o público para a sua situação de sujeito activo no ambiente que o rodeia.
Notes by Vera
As transformações sofridas pelos espaços públicos tanto a nível da sua morfologia, como da sua utilização são sintomáticas de mudanças das rotinas dos indivíduos. Por exemplo, a aceleração do ritmo de vida nos grandes centros urbanos e consequente falta de disponibilidade para usufruir dos espaços públicos abriu o caminho ao aluguer dos mesmos a entidades privadas. Assim, o espaço do público é cada vez mais invadido por elementos e infra-estruturas de carácter comercial/publicitário.
Para uns, esta ocupação, além de inevitável devido á incapacidade demonstrada pelas entidades estatais de gestão dos espaços, é ainda desejável, pois contribui para manter os espaços vivos e animados. Para outros, porém, a privatização do espaço público elimina a consciência cívica, desresponsabilizando as autarquias e alheando os indivíduos.
Qual a ideia de espaço público que surge da sua actual utilização? Quais as suas causas e consequências?
É importante, também, pensar o desfasamento entre a geometria do espaço e as necessidades dos seus habitantes, Será que o actual modelo de cidade serve os movimentos humanos que nela acontecem?
Sobre arte pública:
Ao concretizar uma intervenção artística num espaço público importa perceber quais as alterações que caracterizam a modernidade de hoje. Intervir num espaço público exige do artista consciência dessas alterações, das suas consequências e contradições que encerram. A densidade/efectividade da obra dependerá essencialmente do cuidado com que confronta estes aspectos.
Uma intervenção em público “descola” os indivíduos da sua rotina habitual. È uma forma de expressão artística poderosa que reclama para a arte valores que não os da unicidade e/ou originalidade, mas sim os da critica e reflexão, despertando o público para a sua situação de sujeito activo no ambiente que o rodeia.
Notes by Vera


